Frequentadores de música ao vivo da Geração Z gastaram em média US$ 101 por mês em shows e festivais no primeiro trimestre de 2026, superando a média de US$ 94 dos Millennials, grupo que historicamente liderava os gastos com música ao vivo.
Os dados, extraídos de uma pesquisa recente com consumidores dos EUA, destacam uma geração cada vez mais disposta a pagar por experiências ao vivo, apesar do aumento dos preços dos ingressos em todo o setor.
Resistência ao custo dos ingressos diminui
O preço continua sendo a principal barreira para ir a shows, mas a parcela de entrevistados da Geração Z que o citam como obstáculo caiu drasticamente de 75% no primeiro trimestre de 2024 para 57% no primeiro trimestre de 2026, a queda mais acentuada entre todas as faixas etárias.
Aumenta a frequência a múltiplos shows
A Geração Z também está indo a mais eventos. A porcentagem de frequentadores de shows dessa geração que assistiram a dois shows no último ano subiu de 29% para 37% no mesmo período, enquanto os que foram a apenas um evento caíram 10 pontos percentuais. Dados mais amplos mostram crescimento na participação em três a quatro shows desde 2024, enquanto a frequência de um a dois shows permaneceu estável.
Barreiras de viagem recuam
Menos pessoas da Geração Z agora citam os custos de viagem como barreira para a música ao vivo, uma mudança que coincide com a maior disposição dos fãs em viajar para outras cidades ou países para ver artistas, às vezes encontrando opções mais baratas do que os shows locais.
As tendências sugerem que os fãs mais jovens estão se tornando mais confortáveis com gastos maiores em experiências ao vivo, levando a indústria a investir em produções maiores e em casas de shows em mercados emergentes com demanda turística. O aumento da renda disponível à medida que a Geração Z envelhece pode explicar em parte o crescimento dos gastos, e novos aumentos nos preços dos ingressos podem alterar o comportamento atual.