Cinco especialistas africanas em propriedade intelectual foram incluídas na lista World IP Review (WIPR) Influential Women in IP 2026, reconhecimento anual às mulheres que vêm moldando o direito, as políticas e a prática de propriedade intelectual no mundo todo. A lista foi publicada em 8 de julho e reúne nomes da advocacia privada, de departamentos jurídicos corporativos, da academia e de instituições internacionais.
As homenageadas africanas
- Tolu Olaloye, sócia do escritório Jackson Etti & Edu, Nigéria
- Lara Kayode, sócia-gerente do O. Kayode & Co, Nigéria
- Bilkis Daby, sócia do Adams & Adams, África do Sul
- Brenda Matanga, fundadora do BMatanga Intellectual Property Attorneys, Zimbábue
- Angela Ndambuki, diretora regional para a África Subsaariana da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI)
Olaloye, cuja atuação envolve proteção e exploração comercial de propriedade intelectual em mais de 40 jurisdições africanas, além dos países da ASEAN e do Oriente Médio, avaliou que o reconhecimento reflete um movimento bem maior dentro da área.
“O futuro da propriedade intelectual está sendo construído agora”, disse Olaloye. “Este reconhecimento não fala apenas da minha trajetória, mas também do enorme valor do trabalho que vem sendo feito para moldar, fortalecer e ampliar as fronteiras da propriedade intelectual no cenário global.”
Ela acrescentou que segue dedicada a contribuir para um sistema que proteja a inovação, dê autonomia aos criadores e aprofunde o debate sobre propriedade intelectual em um mundo cada vez mais digital e conectado. Em publicação separada nas redes sociais, Olaloye afirmou ser grata por estar entre mulheres cuja excelência, resiliência e liderança seguem inspirando avanços no setor, e classificou a homenagem como uma celebração e, ao mesmo tempo, um convite para romper limites e ampliar o impacto da propriedade intelectual para pessoas, empresas e sociedades.
Daby, sócia do Adams & Adams, descrito pela WIPR como o maior escritório de propriedade intelectual da África, preside o Comitê de Diversidade e Inclusão da banca e integra a Women’s LeadershIP Initiative global da International Trademark Association (INTA). Já Ndambuki comanda as operações da IFPI na África Subsaariana, representando a indústria da música gravada na região.
A WIPR informou que a lista de 2026 homenageia mulheres que atuam em casos complexos e de grande impacto comercial, assim como aquelas envolvidas em políticas internacionais de propriedade intelectual e em operações jurídicas globais. “A lista final de 2026 é um testemunho inspirador da profundidade da liderança feminina que vem fortalecendo o sistema de propriedade intelectual em todo o mundo”, declarou a publicação.