A Live Nation Entertainment registrou receita de US$ 7,7 bilhões no segundo trimestre de 2025, alta de 9% na comparação anual, ao anunciar o maior público de shows que já teve em um segundo trimestre e um salto de 15% nas vendas da Ticketmaster, que chegaram a US$ 852 milhões. O lucro operacional subiu 7%, para US$ 522 milhões.
Público e crescimento da Ticketmaster
Ao todo, 49 milhões de pessoas passaram pelos shows da Live Nation, 10% a mais que um ano antes, número que a companhia classificou como seu “maior público de shows em um segundo trimestre”. As taxas de cancelamento seguem nos patamares históricos, informou a empresa.
CEO descarta temores de desaceleração
Diante das dúvidas sobre uma possível “Blue Dot Fever” no mercado de música ao vivo, o presidente e CEO Michael Rapino afirmou a analistas que a demanda do público não dá sinais de enfraquecimento. “Até agora não vimos nenhum problema do lado do consumidor na hora de comprar. Os números estão em alta em todas as frentes, seja no mercado internacional ou nos Estados Unidos, em casas de show, anfiteatros e estádios, em todos os gêneros, todos os espaços e todas as regiões”, disse.
Rapino acrescentou: “Estamos vendo o consumidor comprar em níveis recordes. Vai ser mais um ano recorde depois de vários anos recordes… De vez em quando, a imprensa faz alarde porque uma turnê foi cancelada… É o 1%, não os 99%.”
Acordo de pré-venda com o Spotify amplia a receita
Rapino também confirmou que a parceria de bilheteria com o Spotify, que estreou um recurso de pré-venda chamado “Reserved”, já contribui para o resultado da Live Nation. “O ponto central aqui… boa parte da conversa foi garantir que fossemos remunerados pelo ativo: a pré-venda”, afirmou. “Olhamos para isso do mesmo jeito que olhamos para um acordo com a Verizon ou com o Citi. Se o Spotify estava disposto a nos remunerar de forma adequada pelo acesso a parte dos ingressos de pré-venda, achamos que é um ótimo negócio para os dois lados.”