A Change The Beat anunciou a meta de facilitar 300 oportunidades em gravadoras para mulheres e artistas de gênero expansivo na música eletrônica até 2028. A organização sem fins lucrativos, fundada pela DJ e produtora Sydney Blu, buscará atingir esse objetivo por meio de educação, mentoria, conexões com a indústria, eventos ao vivo e programas de lançamento, todos voltados para criar caminhos para que artistas marginalizados se conectem com gravadoras e profissionais.
A organização afirma já ter viabilizado mais de 100 oportunidades e contratações em gravadoras. Ela planeja expandir esse trabalho para apoiar 600 artistas em cinco anos e 1.500 em uma década.
Declaração da fundadora
Blu declarou: “Ao longo da minha carreira, aprendi que talento por si só nem sempre é suficiente. Artistas precisam de acesso a mentoria, relacionamentos na indústria, educação e oportunidades para serem vistos e ouvidos. A Change The Beat foi criada para ajudar a oferecer esses caminhos.”
Ela acrescentou: “Não estamos aqui apenas para falar sobre os desafios enfrentados por mulheres e artistas de gênero expansivo, estamos aqui para fazer parte da solução. Nosso foco é criar oportunidades reais por meio de educação, mentoria, acesso à indústria e desenvolvimento artístico. Cada contratação, mentoria, vencedor de concurso, vaga em showcase e apresentação à indústria ajuda a mover o ponteiro e constrói um futuro mais forte para a próxima geração de artistas.”
Programas recentes
O compromisso vem após o relançamento do Programa de Concurso de Remixes da organização, a introdução do The Demo Room (uma plataforma de envio e feedback que conecta artistas emergentes com a indústria) e o programa de desenvolvimento artístico Going Global.
A Change The Beat foi lançada em 2021 como 23by23, em parceria com a Beatport e com o apoio da Native Instruments, antes de evoluir para uma plataforma global de desenvolvimento artístico. Atualmente, conta com uma comunidade de mais de 1.200 membros e já realizou mais de 30 eventos em Ibiza, Miami, Toronto, Nova York, Montreal e São Francisco.
Cenário mais amplo
No início deste mês, a Saffron anunciou o retorno de seu programa de desenvolvimento artístico para mulheres negras e criadores musicais de gênero diverso. Em fevereiro, o coletivo britânico NOT BAD FOR A GIRL (NBFG) publicou uma carta aberta condenando o declínio da diversidade de gênero nas programações de festivais de 2026.