Música Norte-Africana: As Melhores Faixas Novas do Mês
Tasmânia propõe desconto de 50% no imposto sobre bebidas alcoólicas para música ao vivo enquanto casas fecham e turnês de arena chegam
Selo Human-First ganha espaço, mas carece de padrão verificável

Tasmânia propõe desconto de 50% no imposto sobre bebidas alcoólicas para música ao vivo enquanto casas fecham e turnês de arena chegam

Tasmânia propõe um desconto de 50% no imposto sobre bebidas alcoólicas para casas que contratam música ao vivo, com o objetivo de reanimar o circuito local em meio ao fechamento de casas e novas datas de turnês internacionais.
Exterior of Republic Bar & Cafe in Hobart, a live music venue that closed along with six others, as Tasmania proposes a rebate to support the sector. Exterior of Republic Bar & Cafe in Hobart, a live music venue that closed along with six others, as Tasmania proposes a rebate to support the sector.

Hobart, capital da Tasmânia, há muito tempo é um lar para a música ao vivo. No entanto, acontecimentos recentes têm enviado sinais fortemente contraditórios sobre a trajetória do setor. O governo estadual propôs um desconto de 50% no imposto sobre consumo para casas que contratam apresentações ao vivo, uma experiência política que chega exatamente quando uma onda de fechamentos de casas importantes e novas datas de turnês internacionais remodelam o cenário local.

O Mecanismo do Desconto

O Governo Liberal de Rockliff delineou um Programa Piloto de Desconto no Imposto sobre Consumo para Música ao Vivo que devolveria metade dos gastos comprovados de pubs, hotéis e clubes participantes com música ao vivo. Os custos elegíveis incluem pagamentos a artistas e equipe técnica, além de marketing e aluguel de equipamentos. O desconto seria concedido por meio de uma redução no imposto sobre bebidas alcoólicas, vinculando diretamente o apoio público ao investimento real do estabelecimento na realização de shows.

O programa piloto ainda não tem financiamento nem está em operação, e a resposta inicial do governo federal foi fria. O senador trabalhista da Tasmânia, Richard Dowling, observou que cerca de A$ 1 milhão já foi destinado a empresas de música ao vivo no estado, juntamente com a extensão de dois anos do programa Revive Live do governo australiano, no valor de A$ 25 milhões, e pediu que o governo da Tasmânia invista recursos próprios.

APRA AMCOS (Australasian Performing Right Association e Australasian Mechanical Copyright Owners Society) descreveu a proposta como “uma iniciativa inédita na Austrália” e instou o governo federal a tratar a Tasmânia como um caso de teste para um incentivo nacional. Uma pesquisa com quase 3.000 casas de show, casas noturnas e promotores revelou que mais de 70% apontaram a pressão financeira como o motivo para terem deixado de programar música ao vivo. A mesma proporção escolheu um desconto fiscal ou incentivo como a medida mais importante para trazer a música de volta aos seus palcos.

O que diferencia a versão da Tasmânia é a escala. Modelagens econômicas anteriores encomendadas pela APRA AMCOS examinaram compensações de 5%, 10% e 20% para casas de música ao vivo já existentes. A Tasmânia colocou 50% na mesa.

Fechamento de Casas e Pressão Financeira

Quatro dias antes da proposta do desconto, sete casas importantes de Hobart anunciaram que estavam entrando em administração voluntária, afetando mais de 80 trabalhadores. O grupo incluía o Republic Bar & Cafe, uma instituição de North Hobart e popular espaço de música ao vivo, além do Cargo Bar, Jack Greene e Post Street Social.

O grupo proprietário citou o aumento dos custos de suprimentos, serviços públicos, seguros e operacionais, juntamente com a mudança no comportamento do consumidor. Essa é exatamente a equação financeira que o desconto proposto pretende alterar. Ele não pode resolver todas as pressões que o setor de hospitalidade enfrenta, mas faria da música ao vivo uma despesa que gera apoio direto, em vez de mais um risco em uma noite de margens apertadas.

Anúncios de Arena e Desafios das Turnês

Ao mesmo tempo, Hobart apareceu em dois importantes roteiros de turnês internacionais. Queens of the Stone Age trará Primus e Tropical Fuck Storm para a MyState Bank Arena em 11 de dezembro, como parte de uma turnê australiana de seis cidades. Delta Goodrem encerrará a etapa australiana de sua PURE World Tour, com oito cidades, na mesma arena em 2027.

Duas datas em arena não estabelecem uma tendência por si só, mas oferecem um vislumbre do que a Tasmânia está tentando construir a partir de ambas as pontas. A geografia da ilha sempre tornou as turnês caras e logisticamente difíceis. A Music Tasmania informou a uma investigação federal que cruzar o Estreito de Bass para buscar oportunidades de apresentação geralmente custa mais às bandas do que elas conseguem ganhar.

Quando grandes artistas incluem Hobart, isso sinaliza confiança de que o público da Tasmânia pode sustentar um grande espetáculo. Quando casas menores podem se dar ao luxo de programar artistas locais e em turnê com mais regularidade, elas criam o ecossistema contínuo que sustenta esses eventos ocasionais de arena: palcos remunerados, equipes técnicas trabalhando, hábitos de público e caminhos para o crescimento dos artistas. Os concertos em arena não substituem o circuito de base, mas sua chegada torna mais visível a necessidade de proteger esse circuito.

Um Caso de Teste para a Austrália

A proposta representa uma aposta financeira: em vez de esperar que as casas de show fracassem para então oferecer dinheiro de resgate, ela as recompensaria cada vez que gastassem com música ao vivo. Se o programa piloto avançar e as contratações acompanharem, poderá oferecer um modelo prático para outros estados australianos.

Previous Post
A collage of North African musicians featured in this month's best new music list, including Alewya, Hiba Elgizouli, and Soolking.

Música Norte-Africana: As Melhores Faixas Novas do Mês

Next Post
A sticker reading 'Human-First' affixed to a vinyl record, representing the growing but unverified label for human-made music.

Selo Human-First ganha espaço, mas carece de padrão verificável