Música Norte-Africana: As Melhores Faixas Novas do Mês

Uma seleção de lançamentos norte-africanos de destaque que mesclam sonoridades contemporâneas com a herança musical regional.
A collage of North African musicians featured in this month's best new music list, including Alewya, Hiba Elgizouli, and Soolking. A collage of North African musicians featured in this month's best new music list, including Alewya, Hiba Elgizouli, and Soolking.

Uma nova onda de lançamentos norte-africanos equilibra produção contemporânea com tradições musicais profundamente enraizadas, recorrendo a samples de pop do século XX, ritmos regionais e colaborações transfronteiriças.

Hiba Elgizouli – ‘Hungry’

A artista independente sudanesa Hiba Elgizouli chamou atenção pela primeira vez em 2018 com vídeos visualmente impactantes criados ao lado de suas irmãs Sally e Mai. A faixa de abertura de seu novo EP Moya W Nar, lançado em julho, foi escrita em 2019. ‘Hungry’ começa com arranjos de cordas que lembram a era de ouro do Sudão, enquanto uma percussão intrincada sustenta vocais introspectivos em árabe e inglês.

Alewya – ‘Cairo FM’

A artista egípcio-etíope radicada em Londres Alewya lançou seu álbum de estreia Zero. A faixa ‘Cairo FM’ sampleia ‘Lw Kan’ de El Shab Arrab e canaliza uma influência disco dos anos 1970. Alewya sobrepõe o groove original com um refrão e um rap rítmico, criando um som ao mesmo tempo nostálgico e atual.

Soolking & Willylancien – ‘Cogite’

A estrela argelina Soolking e o músico francês Willylancien unem forças em ‘Cogite’, uma faixa animada de verão construída sobre produção eletrônica e graves pesados. A entrega melódica de Soolking contrasta com letras que examinam a ambição e a natureza da fama.

Ziad Zaza & Tina – ‘Bahlam Maak’

Pouco antes de sua morte após uma crise súbita de saúde, o ícone egípcio e fundador do Al-Masryeen Hany Shenouda concedeu permissão ao rapper Ziad Zaza e à cantora emergente Tina para reinterpretarem seu sucesso de 1979, ‘Bahlam Maak’. A dupla entrega um dueto sonhador conduzido por piano antes que baterias e guitarra elétrica transformem a faixa em uma peça dançante, com Zaza retornando à sua característica entrega com autotune.

Tageel & Mvndila – ‘Gamra’

Os artistas sudaneses Tageel e Mvndila lançaram seu EP conjunto Culture, que também marca o início de um contrato de distribuição de Tageel com a Mass Appeal Records. Em ‘Gamra’, uma linha de sintetizador pulsante e graves distorcidos sustentam a performance enérgica de Mvndila, enquanto Tageel contrapõe com uma entrega de rap mais contida.

Inez & Najm – ‘Nta Liya’

A cantora e compositora marroquina-holandesa Inez lançou seu álbum de estreia Farasha. A faixa ‘Nta Liya’ conta com a participação do músico marroquino Najm e explora temas de romance sombrio e apego profundo. A produção mescla pop contemporâneo, R&B e percussão marroquina, permitindo que ambos os vocalistas expressem uma gama de emoções, da tristeza à resiliência.

Donia Wael – ‘Feek Haga’

A musicista egípcia Donia Wael é conhecida por seus arranjos baseados em guitarra e letras introspectivas. Em ‘Feek Haga’, ela adota um som pop mais minimalista, com um tom mais leve e brincalhão, mantendo sua entrega vocal sonhadora.

Connan & Hleem Taj Alser – ‘Shift’

Os rappers sudaneses Connan e Hleem Taj Alser colaboram em ‘Shift’, uma fusão de hip-hop de alta energia. Percussão afrobeat, padrões sincopados e influências de trap sustentam o flow melódico de Connan, com Alser acompanhando de forma igualmente fluida.

TUL8TE – ‘Garee3a Awy’

O artista egípcio TUL8TE fez sua estreia no Colors x Berlin com ‘Garee3a Awy’, uma faixa sobre paixão instantânea que antecipa seu próximo álbum. A música se apoia na nostalgia do pop árabe dos anos 1990 e início dos 2000, combinando letras coloquiais com arranjos dramáticos de cordas.

Rhita Nattah – ‘Kanbouni’

A artista independente marroquina Rhita Nattah lançou ‘Kanbouni’ como um chamado para defender o que é certo. ‘A música é sobre ter palavras tão fortes que parecem um soco em quem as ouve’, disse Nattah. ‘Porque a autenticidade é o que torna uma pessoa forte.’ A produção utiliza instrumentação de cordas norte-africanas e ganha impulso através de padrões vocais sincopados, quase como um canto.

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