A Universal Music Group (UMG) registrou receita de 3,294 bilhões de euros (3,83 bilhões de dólares) no segundo trimestre de 2026, alta de 10,5% na comparação anual (13,3% em moeda constante). O avanço foi puxado pela consolidação da Downtown Music Holdings, pelos efeitos da política de preços Streaming 2.0 e pelo bom desempenho do formato físico, do licenciamento e das receitas de execução pública.
Sem a contribuição da Downtown, a receita em moeda constante cresceu 6,4%. A receita de música gravada subiu 16,2% em moeda constante, para 2,516 bilhões de euros (2,93 bilhões de dólares), ou 8,7% excluindo a Downtown.
Dentro de música gravada, a receita combinada de streaming por assinatura e streaming com anúncios avançou 15,4% em moeda constante, para 1,757 bilhão de euros (2,04 bilhões de dólares). Somente a receita de assinaturas cresceu 16,6% em moeda constante, chegando a 1,368 bilhão de euros (1,59 bilhão de dólares), reflexo da consolidação da Downtown e dos efeitos de preço do Streaming 2.0. O formato físico cresceu 15,9%, enquanto as receitas de licenciamento e outras dispararam 34,9% em moeda constante.
O EBITDA ajustado ficou em 674 milhões de euros (783,8 milhões de dólares), queda de 0,3% nos números reportados, mas alta de 1,5% em moeda constante. A margem EBITDA recuou para 20,5%, retração que a companhia atribuiu à consolidação da Downtown, à pressão do mix de receita e de repertório em música gravada e a um prejuízo na operação de merchandising.
Os artistas mais vendidos do trimestre foram Noah Kahan, BTS, Olivia Rodrigo, Drake e Olivia Dean.
“Estamos entregando o que prevê o nosso plano estratégico e trabalhando para aprimorar ainda mais a execução, ao mesmo tempo em que aproveitamos as oportunidades abertas pelas novas tecnologias e por um ecossistema musical em constante transformação. Nossa combinação única de alcance global, conhecimento local, desenvolvimento de artistas, um vasto acervo de propriedade intelectual em áudio e vídeo e cultura empreendedora coloca a UMG em posição de gerar crescimento de longo prazo, criação de valor sustentada e sucesso criativo e comercial para nossos artistas e compositores”, afirmou Sir Lucian Grainge, presidente do conselho e CEO da UMG.