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Mercado musical do Chile atinge US$ 119,8 milhões e é movido pelo urbano. Os hits estouram no TikTok e faturam no exterior.

O mercado musical chileno atingiu US$ 119,8 milhões em 2025, o terceiro maior da América Latina, impulsionado pelo urbano chileno. De Cris MJ com 10 bilhões de plays no Spotify a hits que estouram primeiro no TikTok, o dinheiro está no exterior e a distribuição precisa estar pronta para múltiplos DSPs e divisão de colaborações.
Chile’s Music Market Hit $119.8M and Runs on Urbano. The Hits Break on TikTok and Cash Out Abroad. Chile’s Music Market Hit $119.8M and Runs on Urbano. The Hits Break on TikTok and Cash Out Abroad.

Chile é agora o terceiro maior mercado de música gravada da América Latina

O Chile fechou 2025 com US$ 119,8 milhões em receita de música gravada, alta de 8,9% no ano, segundo dados da IFPI divulgados pelo The Clinic. IFPI significa International Federation of the Phonographic Industry, a entidade que monitora a música gravada no mundo todo.

Esse total coloca o Chile em terceiro lugar na América Latina, atrás apenas de Brasil e México. Nada mal para um país de 19 milhões de habitantes.

O streaming fez o trabalho pesado. O streaming pago respondeu por 63,3% da receita, enquanto os formatos físicos ficaram com apenas 4,5%. A penetração de assinaturas pagas está perto de 30%, o que significa que ainda há muito espaço para crescer.

Um som está no comando: o urbano chileno

O motor não é o rock nem a cueca. É o urbano, a vertente chilena do trap e reggaeton que se tornou uma das exportações mais marcantes da região.

“Há um movimento urbano muito interessante e muito característico no Chile”, disse à imprensa Adriana Restrepo, diretora regional da IFPI. Os números confirmam.

“Gata Only”, de FloyyMenor e Cris MJ, virou um disco genuinamente global, somando mais de 4,2 bilhões de plays combinados entre Spotify, YouTube e YouTube Music, sendo 1,9 bilhão só no Spotify.

Cris MJ é agora o primeiro artista chileno com uma faixa solo a ultrapassar um bilhão de streams no Spotify, e o primeiro nome chileno a superar 10 bilhões de plays no total. Em abril de 2026, ele lotou o Estádio Nacional do Chile, sendo o primeiro artista urbano chileno a fazer um show solo no local.

Os hits estouram primeiro no TikTok

Este é o padrão que toda gravadora e distribuidora da região deveria estudar. O sucesso não começa mais no rádio. Começa no vídeo curto.

Três dos cinco singles chilenos mais tocados em 2025 viralizaram no TikTok antes de subir nas paradas:

  • “QLOO”, de Young Cister
  • “Shinny”, de EasyKid
  • “Todo ke ver”, de Jere Klein e Katteyes

O relatório Pais de Musicos 2025 da SCD, a radiografia definitiva da indústria chilena, chama isso de novo caminho padrão: viralização primeiro, streams depois, rádio por último. O rádio, observa o relatório, ainda se apoia na nostalgia.

Para um artista, isso muda a lista de tarefas do lançamento. Uma faixa precisa estar ao vivo em todos os DSPs no momento em que um clipe no TikTok aparece, porque a janela de conversão de som para save é medida em dias. DSP significa digital service provider, as próprias plataformas de streaming.

O dinheiro está no exterior, e a complexidade também

O urbano chileno é um negócio de exportação. Em 2025, o setor realizou 109 projetos de circulação internacional com cerca de 650 milhões de pesos em financiamento, mirando México, Alemanha e Espanha, e levou artistas a nove feiras de música, de Bogotá a Bremen.

Essa realidade exportadora cria dois problemas de distribuição que a maioria das distribuidoras globais resolve mal.

  • Alcance multi-DSP: os ouvintes chilenos se dividem entre Spotify, Apple Music, Deezer e YouTube Music, e o Deezer tem peso real em toda a América Latina. Uma entrega que pula as plataformas menores deixa o público de exportação só pela metade coberto.
  • Pagamentos divididos em colaborações: “Gata Only” é um disco de dois artistas. O urbano chileno vive de participações, e cada feat é uma divisão de royalties que precisa ser liquidada de forma limpa além das fronteiras.

É aqui que a distribuição com foco regional se paga. Entregar nativo em DDEX para todos os DSPs latino-americanos, não apenas a lista curta das majors, e liquidar as divisões de colaboradores de forma transparente por meio de uma carteira, é a diferença entre um momento viral e um momento pago. DDEX significa Digital Data Exchange, o padrão de metadados que os DSPs usam para ingerir lançamentos.

A InterSpace Distribution foi construída exatamente para esse perfil: um artista que estoura em um país e fatura em cinco.

O recado

O urbano chileno provou que um mercado pequeno pode exportar um som global. O porém é que o som agora se move mais rápido do que a maioria dos canais de distribuição.

Esteja em todas as plataformas antes que o clipe do TikTok atinja o pico, e garanta que a divisão esteja definida antes que o dinheiro chegue.

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